Trabalho realizado no âmbito da Unidade Curricular de Concepção e Avaliação em E-learning, do Mestrado em Pedagogia do E-learning, da Universidade Aberta. José Carlos Figueiredo / Mónica Velosa / Paulo Simões / Sandra Brás"
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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación
1. “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación”
Avaliação da prática educativa virtual
Pontos fortes:
· flexibilidad horaria y espacial que asume el tópico de 24x7x365 - a flexibilidade de horário e de tempo;
· La información que se aporta al alumno en línea sobre la totalidad de
la secuencia didáctica que seguirá en un periodo de tiempo concreto y necesariamente programado.- a informação que se dá a um aluno no Ensino à Distância sobre a totalidade da sequência didáctica que será realizada num tempo concreto e programado;
· El ciberespacio, su acceso a él y todo lo que supone a nivel comunicativo e informativo.- o ciberespaço, como espaço de ensino e aprendizagem supõe o acesso a uma grande quantidade de informação e comunicação;
Pontos fracos:
· la flexibilidad horaria y espacial de acceso que existe una cierta inflexibilidad instruccional, en tanto que al final la docencia se convierte en un cúmulo de tareas con fechas de finalización e inicio. - uma certa inflexibilidade instrucional, na qual a docência acaba por se converter num conjunto de tarefa com datas de início e de fim, sem grnade relação interna entre si;
· el retorno cualitativo que se da a los trabajos realizados en línea en cuanto al ajuste que realiza el profesor u otros … - o retorno qualitativo que se verifica dos trabalhos realizados na rede, porque o contributo dos professores e dos alunos, ainda que cheios de possibilidades de aprendizagem, acabam por ser um ponto débil;
· los criterios de evaluación y de comunicación de resultados- Os critérios de avaliação e de comunicação de resultados;
· asimismo la interacción del profesor y el alumno que tienen sobre el contenido- a interacção do aluno e do professor sobre os conteúdos é outros dos aspectos frágeis do ensino em contextos virtuais;
· el alumno va ejecutando tareas y teniendo resultados de ellas pero consigue con cierta dificultad una idea de conjunto de la materia y de su progresión en ella.- uma certa sensação que o aluno tem de se sentir enganado, pois vai realizando tarefas e sendo avaliado, mas tem dificuldade em ter uma visão de conjunto da matéria e da sua progressão.
Tipos de Influências da avaliação
Algumas das influências e efeitos mais notáveis da avaliação no processo de ensino/aprendizagem:
· Motivacional: o simples facto de o aluno saber que vai ser avaliado coloca-o mais desperto para aprender e colaborar nas tarefas – motivação externa; (Pág. 4)
· Consolidação: certa influência de consolidação, pois ao avaliar, se bem programada esta avaliação, ajuda o aluno a consolidar a matéria apreendida; (Pág. 5)
Antecipatório: influência de carácter antecipatório no processo de ensino/aprendizagem. A avaliação exerce o poder de moldar o processo de ensino/aprendizagem. Ao saberem a
· forma como vão ser avaliados os alunos podem depois adaptar a forma como vão estudar. (Pág.5)
Caixa de texto: Caracterização da TurmaCaixa de texto: “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación
Conceito multidimensional sobre a avaliação
· De uma forma geral podemos dizer que a avaliação é reconhecida mas não conhecida. (la evaluación se reconoce pero no se conoce)
· A avaliação pode ser entendida como:
o Avaliação da aprendizagem;
§ É a avaliação que nos dá como resultado;
Nota: A avaliação não é somente a avaliação da aprendizagem, mas também é a avaliação para a aprendizagem.
o Avaliação para a aprendizagem
§ A principal motivação é a retroalimentação (dialogo entre o professor e o aluno). (Pág. 6)
Nota: Mas não será só considerado estas duas dimensões, consideramos também a avaliação como aprendizagem e a avaliação a partir da aprendizagem.
o Avaliação como aprendizagem
§ Esta dimensão contempla a própria aprendizagem da dinâmica avaliativa enquanto análise e reflexão das próprias práticas educativas levadas a cabo pelos alunos.
o Avaliação a partir da aprendizagem
§ Aprender é conectar com o conhecimento novo que acedemos pela primeira vez com o conhecimento que já possuímos.
Contributos das TIC
· Avaliação automática (Pág. 7)
As vantagens da evolução automática são tão evidentes como as suas limitações. O maior ganho desta prática tem a ver com a visualização imediata das respostas correctas, o que é muito importante para os alunos, mas também para os professores porque a sua acção de retroalimentação apoia-se aqui.
· Avaliação Enciclopédica (Pág. 8)
As vantagens deste tipo de avaliação vai ser diferente se estivermos perante alunos ou professores. Para os alunos esta uma forma de avaliação bastante boa e que vem favorecer os alunos (com a internet é fácil obter informação. Nota: O plagio é um problema que está associado a este tipo de avaliação.
· Avaliação colaborativa (Pág. 8)
A tecnologia vem permitir a avaliação de produtos colaborativos e também do processo de criação dos mesmos. Isto é mau para os alunos que querem trabalhar de forma individual.
· Processo de avaliação (Pág. 10)
Temos a tendência em fazer confusão entre avaliação e instrumentos de avaliação através dos quais se recolhem os dados avaliáveis, e também confundir avaliação com a classificação que merece as referidas aprendizagens.
· Feedback virtual como direito e como dever
Os alunos têm direito a melhorar as suas próprias produções a partir do próprio desenho da avaliação e isso também acarreta deveres para eles.
O feedback virtual abre campos a uma necessária revisão e chama a atenção dos alunos sobre a qualidade dos seus contributos. Há que distinguir entre participação e interacção.
Avaliação da prática educativa virtual
Pontos fortes:
· flexibilidad horaria y espacial que asume el tópico de 24x7x365 - a flexibilidade de horário e de tempo;
· La información que se aporta al alumno en línea sobre la totalidad de
la secuencia didáctica que seguirá en un periodo de tiempo concreto y necesariamente programado.- a informação que se dá a um aluno no Ensino à Distância sobre a totalidade da sequência didáctica que será realizada num tempo concreto e programado;
· El ciberespacio, su acceso a él y todo lo que supone a nivel comunicativo e informativo.- o ciberespaço, como espaço de ensino e aprendizagem supõe o acesso a uma grande quantidade de informação e comunicação;
Pontos fracos:
· la flexibilidad horaria y espacial de acceso que existe una cierta inflexibilidad instruccional, en tanto que al final la docencia se convierte en un cúmulo de tareas con fechas de finalización e inicio. - uma certa inflexibilidade instrucional, na qual a docência acaba por se converter num conjunto de tarefa com datas de início e de fim, sem grnade relação interna entre si;
· el retorno cualitativo que se da a los trabajos realizados en línea en cuanto al ajuste que realiza el profesor u otros … - o retorno qualitativo que se verifica dos trabalhos realizados na rede, porque o contributo dos professores e dos alunos, ainda que cheios de possibilidades de aprendizagem, acabam por ser um ponto débil;
· los criterios de evaluación y de comunicación de resultados- Os critérios de avaliação e de comunicação de resultados;
· asimismo la interacción del profesor y el alumno que tienen sobre el contenido- a interacção do aluno e do professor sobre os conteúdos é outros dos aspectos frágeis do ensino em contextos virtuais;
· el alumno va ejecutando tareas y teniendo resultados de ellas pero consigue con cierta dificultad una idea de conjunto de la materia y de su progresión en ella.- uma certa sensação que o aluno tem de se sentir enganado, pois vai realizando tarefas e sendo avaliado, mas tem dificuldade em ter uma visão de conjunto da matéria e da sua progressão.
Tipos de Influências da avaliação
Algumas das influências e efeitos mais notáveis da avaliação no processo de ensino/aprendizagem:
· Motivacional: o simples facto de o aluno saber que vai ser avaliado coloca-o mais desperto para aprender e colaborar nas tarefas – motivação externa; (Pág. 4)
· Consolidação: certa influência de consolidação, pois ao avaliar, se bem programada esta avaliação, ajuda o aluno a consolidar a matéria apreendida; (Pág. 5)
Antecipatório: influência de carácter antecipatório no processo de ensino/aprendizagem. A avaliação exerce o poder de moldar o processo de ensino/aprendizagem. Ao saberem a
· forma como vão ser avaliados os alunos podem depois adaptar a forma como vão estudar. (Pág.5)
Caixa de texto: Caracterização da TurmaCaixa de texto: “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación
Conceito multidimensional sobre a avaliação
· De uma forma geral podemos dizer que a avaliação é reconhecida mas não conhecida. (la evaluación se reconoce pero no se conoce)
· A avaliação pode ser entendida como:
o Avaliação da aprendizagem;
§ É a avaliação que nos dá como resultado;
Nota: A avaliação não é somente a avaliação da aprendizagem, mas também é a avaliação para a aprendizagem.
o Avaliação para a aprendizagem
§ A principal motivação é a retroalimentação (dialogo entre o professor e o aluno). (Pág. 6)
Nota: Mas não será só considerado estas duas dimensões, consideramos também a avaliação como aprendizagem e a avaliação a partir da aprendizagem.
o Avaliação como aprendizagem
§ Esta dimensão contempla a própria aprendizagem da dinâmica avaliativa enquanto análise e reflexão das próprias práticas educativas levadas a cabo pelos alunos.
o Avaliação a partir da aprendizagem
§ Aprender é conectar com o conhecimento novo que acedemos pela primeira vez com o conhecimento que já possuímos.
Contributos das TIC
· Avaliação automática (Pág. 7)
As vantagens da evolução automática são tão evidentes como as suas limitações. O maior ganho desta prática tem a ver com a visualização imediata das respostas correctas, o que é muito importante para os alunos, mas também para os professores porque a sua acção de retroalimentação apoia-se aqui.
· Avaliação Enciclopédica (Pág. 8)
As vantagens deste tipo de avaliação vai ser diferente se estivermos perante alunos ou professores. Para os alunos esta uma forma de avaliação bastante boa e que vem favorecer os alunos (com a internet é fácil obter informação. Nota: O plagio é um problema que está associado a este tipo de avaliação.
· Avaliação colaborativa (Pág. 8)
A tecnologia vem permitir a avaliação de produtos colaborativos e também do processo de criação dos mesmos. Isto é mau para os alunos que querem trabalhar de forma individual.
· Processo de avaliação (Pág. 10)
Temos a tendência em fazer confusão entre avaliação e instrumentos de avaliação através dos quais se recolhem os dados avaliáveis, e também confundir avaliação com a classificação que merece as referidas aprendizagens.
· Feedback virtual como direito e como dever
Os alunos têm direito a melhorar as suas próprias produções a partir do próprio desenho da avaliação e isso também acarreta deveres para eles.
O feedback virtual abre campos a uma necessária revisão e chama a atenção dos alunos sobre a qualidade dos seus contributos. Há que distinguir entre participação e interacção.
BARBERÀ, E. (2006) “Aportaciones de la tecnología a la e-Evaluación”. RED. Revista de Educación a Distancia, Año V. Número monográ
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
"Avaliação em processos de educação problematizadora online"
1. O modelo “bancário” de educação a distância
Processo de desenvolvimento da inteligência
- Associacionismo empirista;
- inspira métodos pedagógicos que valorizam a transmissão (pelo professor, o “emissor”) e a reprodução (pelo aluno, o “receptor”).
- Inatismo e na maturação interna;
- educação problematizadora.
- Construtivista;
- Com a entrada da informática no processo educacional, o linguajar tecnicista vulgariza-se. Educandos passam a ser tratados como “usuários” e o próprio processo educativo ganha uma nova marca: e-learning.
- o aprendizado não se resume à simples introjecção de mensagens - pode-se concluir que um curso online que se limite apenas a oferecer textos seqüenciais e testes de averiguação do que foi “retido” nega ao aluno a sua intervenção no próprio conhecimento.
2. Educação dialógica e problematizadora
- o construtivismo piagetiano volta-se para a produção, para a criação.
- formar é muito mais do que treinar o aluno em certas destrezas. “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou sua construção”;
- Uma educação problematizadora
- Nega o acto de transferir, narrar ou transmitir conhecimentos aos pacientes educandos.
- Organizar-se em torno da visão do mundo dos educandos. Urge trabalhar esses conteúdos não como pacote que se entrega aos alunos, mas como atividade deliberada, que busca soluções para problemas contextualizados e relevantes na vida dos educandos.
- A avaliação passa a ser constante, que se extende por todo o curso. Em vez de avaliar-se meramente produtos finais (como um teste), acompanha-se todo o processo construtivo do educando. Da avaliação pontual da “retenção” de conteúdos, para um acompanhamento contínuo da aprendizagem.
3. Construção social do conhecimento e avaliação online
- Devemos sempre pensar na forma como se dá o aprendizado humano;
- A capacidade cognitiva do ser humano precisa apenas de ser exercitada;
- Segundo Piaget (2002), a aprendizagem não é uma actividade simplesmente individual e o conhecimento se dá na acção. Para ele, as operações mentais são acções, de uma forma interiorizada e coordenada com outras ações do mesmo tipo. Porém, - adverte que “essas operações não são absolutamente apanágio do indivíduo isolado e presumem, necessariamente, a colaboração e o intercâmbio entre os indivíduos”;
- a cooperação é um instrumento indispensável para a elaboração racional (o trabalho de grupo é assim fundamental em todo o processo de educação, a discussão leva a um aumento do conhecimento de nós próprios) - isto não significa a eliminação do trabalho particular;
- motivar as discussões e debates na educação a distância, a produção de trabalhos coletivos ganha enorme valor na construção cooperada do saber;
- A contribuição de todos os elementos de um grupo são partes fundamentais e essenciais na construção da aprendizagem;
- aprendizagem é mais efectiva quando, os alunos trabalham em conjunto em certo problema - “defrontam-se com conflitos ou dificuldades e se envolvem em argumentações, contra-argumentações e negociações para produzirem uma solução conjunta”.
- A vida colectiva é indispensável para o desenvolvimento humano, dado isto existe a necessidade da criação uma “comunidade de trabalho”;
- a Internet vem criar comunidades de aprendizagem que vão permitir a interacção entre os seus intervenientes;
- Avaliação:
- a avaliação não deve ficar apenas a cargo do professor;
- os trabalhos dos educandos devem ser partilhados e avaliados no grupo, mesmo que no final quem informe a nota seja o educador, isto permite a troca de ideias que vão contribuir para uma melhor avaliação;
- As formas de melhor avaliar um aluno passam pelas resenhas críticas, pelas reflexões criticas e não pelos testes de escolha múltipla;
- A publicação continua dos trabalhos na Web vai permitir comentários aos mesmos, provocando assim a discussão entre os alunos;
- As intervenções problematizadoras vão promover uma aprendizagem ao aluno e uma tomada de consciência;
- com a intensificação das interacções entre os alunos, que passam a conhecer e intervir no trabalho de seus colegas, abre-se a possibilidade para que a intervenção problematizadora seja horizontal;
- o processo de aprendizagem de cada educando pode ser acompanhado de perto a partir dos chamados diários de bordo, ou mesmo os blogs adaptados ao contexto educacional;. São estas ferramentas que vão permitir um registo na Web da caminhada de cada aluno;
- O diário de bordo vem desta forma permitir uma avaliação constante por parte do professor e mediar o diálogo com o educando, este assume uma importância ainda maior quando é aberto para a visualização de todos os colegas;
- Os chats, as listas de discussão e os fóruns vão contribuir para um aumento das relações cooperativas;
- Passamos a ter com a Internet o educando-pesquisador-autor;
- Uma forma de avaliar os projectos de aprendizagem passa pela criação de portfólios, (que podem ser disponibilizados no site do educando ou do grupo), reunindo todos os seus trabalhos, reflexões, descobertas, contribuições, etc. “O registro em portfólio auxilia na própria autoavaliação, com a vantagem de ajudar o aluno a desenvolver sua autocrítica, a ampliação da consciência do seu trabalho, de suas dificuldades e das possibilidades de seu desenvolvimento”;
Conclusão
Para o desenvolvimento de cursos online problematizadores e dialógicos, a interacção mútua deve ser valorizada e o trabalho autoral e cooperativo dos alunos fomentado.
A avaliação deve ser contínua, levando em conta todas as actividades desenvolvidas na rede.
Todos os trabalhos escritos, os relatos nos diários de bordo (ou blogs), os debates em chats, listas de discussão, fóruns, entre outros serviços, bem como as contribuições de links e textos para a biblioteca do curso a distância devem ser acompanhados e avaliados pelo educador. Ou seja, os aprendizes passam a ter o seu trabalho reconhecido durante toda a duração do curso a distância.
O próprio curso ganha com esse tipo de avaliação, pois quanto maior for a participação e contribuição dos educandos nas discussões e nos projectos alheios, mais eles enriquecem o processo educacional do grupo.
Processo de desenvolvimento da inteligência
- Associacionismo empirista;
- inspira métodos pedagógicos que valorizam a transmissão (pelo professor, o “emissor”) e a reprodução (pelo aluno, o “receptor”).
- Inatismo e na maturação interna;
- educação problematizadora.
- Construtivista;
- Com a entrada da informática no processo educacional, o linguajar tecnicista vulgariza-se. Educandos passam a ser tratados como “usuários” e o próprio processo educativo ganha uma nova marca: e-learning.
- o aprendizado não se resume à simples introjecção de mensagens - pode-se concluir que um curso online que se limite apenas a oferecer textos seqüenciais e testes de averiguação do que foi “retido” nega ao aluno a sua intervenção no próprio conhecimento.
2. Educação dialógica e problematizadora
- o construtivismo piagetiano volta-se para a produção, para a criação.
- formar é muito mais do que treinar o aluno em certas destrezas. “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou sua construção”;
- Uma educação problematizadora
- Nega o acto de transferir, narrar ou transmitir conhecimentos aos pacientes educandos.
- Organizar-se em torno da visão do mundo dos educandos. Urge trabalhar esses conteúdos não como pacote que se entrega aos alunos, mas como atividade deliberada, que busca soluções para problemas contextualizados e relevantes na vida dos educandos.
- A avaliação passa a ser constante, que se extende por todo o curso. Em vez de avaliar-se meramente produtos finais (como um teste), acompanha-se todo o processo construtivo do educando. Da avaliação pontual da “retenção” de conteúdos, para um acompanhamento contínuo da aprendizagem.
3. Construção social do conhecimento e avaliação online
- Devemos sempre pensar na forma como se dá o aprendizado humano;
- A capacidade cognitiva do ser humano precisa apenas de ser exercitada;
- Segundo Piaget (2002), a aprendizagem não é uma actividade simplesmente individual e o conhecimento se dá na acção. Para ele, as operações mentais são acções, de uma forma interiorizada e coordenada com outras ações do mesmo tipo. Porém, - adverte que “essas operações não são absolutamente apanágio do indivíduo isolado e presumem, necessariamente, a colaboração e o intercâmbio entre os indivíduos”;
- a cooperação é um instrumento indispensável para a elaboração racional (o trabalho de grupo é assim fundamental em todo o processo de educação, a discussão leva a um aumento do conhecimento de nós próprios) - isto não significa a eliminação do trabalho particular;
- motivar as discussões e debates na educação a distância, a produção de trabalhos coletivos ganha enorme valor na construção cooperada do saber;
- A contribuição de todos os elementos de um grupo são partes fundamentais e essenciais na construção da aprendizagem;
- aprendizagem é mais efectiva quando, os alunos trabalham em conjunto em certo problema - “defrontam-se com conflitos ou dificuldades e se envolvem em argumentações, contra-argumentações e negociações para produzirem uma solução conjunta”.
- A vida colectiva é indispensável para o desenvolvimento humano, dado isto existe a necessidade da criação uma “comunidade de trabalho”;
- a Internet vem criar comunidades de aprendizagem que vão permitir a interacção entre os seus intervenientes;
- Avaliação:
- a avaliação não deve ficar apenas a cargo do professor;
- os trabalhos dos educandos devem ser partilhados e avaliados no grupo, mesmo que no final quem informe a nota seja o educador, isto permite a troca de ideias que vão contribuir para uma melhor avaliação;
- As formas de melhor avaliar um aluno passam pelas resenhas críticas, pelas reflexões criticas e não pelos testes de escolha múltipla;
- A publicação continua dos trabalhos na Web vai permitir comentários aos mesmos, provocando assim a discussão entre os alunos;
- As intervenções problematizadoras vão promover uma aprendizagem ao aluno e uma tomada de consciência;
- com a intensificação das interacções entre os alunos, que passam a conhecer e intervir no trabalho de seus colegas, abre-se a possibilidade para que a intervenção problematizadora seja horizontal;
- o processo de aprendizagem de cada educando pode ser acompanhado de perto a partir dos chamados diários de bordo, ou mesmo os blogs adaptados ao contexto educacional;. São estas ferramentas que vão permitir um registo na Web da caminhada de cada aluno;
- O diário de bordo vem desta forma permitir uma avaliação constante por parte do professor e mediar o diálogo com o educando, este assume uma importância ainda maior quando é aberto para a visualização de todos os colegas;
- Os chats, as listas de discussão e os fóruns vão contribuir para um aumento das relações cooperativas;
- Passamos a ter com a Internet o educando-pesquisador-autor;
- Uma forma de avaliar os projectos de aprendizagem passa pela criação de portfólios, (que podem ser disponibilizados no site do educando ou do grupo), reunindo todos os seus trabalhos, reflexões, descobertas, contribuições, etc. “O registro em portfólio auxilia na própria autoavaliação, com a vantagem de ajudar o aluno a desenvolver sua autocrítica, a ampliação da consciência do seu trabalho, de suas dificuldades e das possibilidades de seu desenvolvimento”;
Conclusão
Para o desenvolvimento de cursos online problematizadores e dialógicos, a interacção mútua deve ser valorizada e o trabalho autoral e cooperativo dos alunos fomentado.
A avaliação deve ser contínua, levando em conta todas as actividades desenvolvidas na rede.
Todos os trabalhos escritos, os relatos nos diários de bordo (ou blogs), os debates em chats, listas de discussão, fóruns, entre outros serviços, bem como as contribuições de links e textos para a biblioteca do curso a distância devem ser acompanhados e avaliados pelo educador. Ou seja, os aprendizes passam a ter o seu trabalho reconhecido durante toda a duração do curso a distância.
O próprio curso ganha com esse tipo de avaliação, pois quanto maior for a participação e contribuição dos educandos nas discussões e nos projectos alheios, mais eles enriquecem o processo educacional do grupo.
PRIMO, Alex (2006) “Avaliação em processos de educação problematizadora online”. In: Marco Silva; Edméa Santos. (Org.). Avaliação da aprendizagem em educação online. São Paulo: Loyola, v. , p. 38-49. http://www6.ufrgs.br/limc/PDFs/EAD5.pdf
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Definindo, avaliando e promovendo o sucesso de um curso em E-Learning
No âmbito do Mestrado Pedagogia do E-Learning da Universidade Aberta aqui fica mais um trabalho de grupo feito por mim, pelo José Carlos Figueiredo, pela Paulo Simão e pela Sandra Brás denominado “Definindo, avaliando e promovendo o sucesso de um curso em E-Learning” e que resulta da leitura e reumo do texto original “Defining, Assessing, and promoting E-learning Sucess: An information systems perspective”.
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